Pela «diversidade das técnicas e discursos», «originalidade e inovação», o júri distinguiu ainda um conjunto de oito títulos e respectivos ilustradores, a saber: Afonso Cruz, Histórias de Reis e Princesas (Asa); Bernardo Carvalho, Um Dia na Praia (Planeta Tangerina); Danuta Wojciechowska, O Que se Vê no ABC (Caminho); Inês Oliveira, Milagre de Natal (Civilização); Luís Henriques, Sabes, Maria, o Pai Natal Não Existe (Caminho); Madalena Matoso, Trava-línguas (Planeta Tangerina); Rachel Caiano, A Casa de Férias: histórias do Senhor Valéry (Caminho) e Teresa Lima, Lá de Cima cá de Baixo (Gailivro).
Nesta 13.ª edição, o júri analisou 147 candidaturas que reuniram 81 ilustradores, publicados por 41 editoras. Constituído por Sara Reis da Silva, docente da Universidade do Minho, Vera Oliveira, em representação da DGLB, e Dora Batalim, professora na Escola Superior de Educadores de Infância Maria Ulrich (e coordenadora do nosso curso de Pós-Graduação em Livro Infantil, juntamente com José Alfaro), o júri deixou expressas as suas opiniões sobre as obras distinguidas nas seguintes sínteses:
Prémio Nacional de Ilustração : Madalena Matoso, A Charada da Bicharada, Texto EditoresEsta publicação, um álbum poético, género escassamente editado em Portugal, evidencia-se pela articulação expressiva das componentes pictórica e verbal. A criatividade e a inovação das ilustrações materializam-se no recurso a uma paleta cromática forte, rica e livre, que sustenta uma arquitectura visual esquemática e segura. As imagens potenciam a proposta lúdica dos poemas, que funcionam como advinhas e/ou charadas. O discurso icónico, pautado pela subtileza e pelo enigma, convoca um olhar insistente, curioso e inquiridor.
Este álbum narrativo, diferencia-se pelo recurso a uma paleta cromática muito forte e profusa. Recorre-se a um atractivo jogo de contrastes, através das cores, das linhas, das formas, dos fundos e das transparências, convidando a uma leitura vertiginosa cujo carácter expressionista espelha a contemporaneidade.
Menção especial: Paulo Galindro, O Cuquedo, Livros HorizonteNesta obra, a forte presença animal (figuras personificadas) e a temática do medo são recriadas a partir de um registo cromático intencionalmente contido e de um eficaz jogo de proporções/escala. As ilustrações são pontuadas por subtis notas de humor, que funcionam como contraponto do motivo nuclear da narrativa.
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