segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Leituras à Solta em Cerromaior

No âmbito das actividades de Animação e Promoção da Leitura do Serviço de Bibliotecas da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, decorre o projecto denominado “Leituras à Solta em Cerromaior”.

As “Leituras à Solta em Cerromaior” têm como objectivo a promoção da leitura partilhada, a divulgação da boa literatura (infanto-juvenil e não só), o contacto intergeracional. Pretende-se criar o hábito da escuta atenta de uma boa história (ainda que só uma vez por semana), como antigamente se fazia, à lareira ou no largo, de que fala Manuel da Fonseca.

Tal como afirma Daniel Pennac em Como um Romance:

“O desaparecimento da leitura em voz alta é muito estranho. (...) Já não há o direito de colocar as palavras na boca antes de as meter na cabeça? Já não há ouvidos? Já não há música? Já não há saliva? As palavras já não sabem a nada? O que é que se passa? (...) Venham soprar nos nossos livros! As palavras precisam de corpo! Os nossos livros precisam de ter vida!”

Certamente contribuiremos para o aperfeiçoamento da leitura em voz alta (ao nível da dicção, entoação e clareza), bem como para a reflexão sobre o processo de selecção dos textos (o que consideramos, ou não, um bom livro).

Este projecto será aberto também à participação dos elementos do Clube de Leitura, bem como aos leitores das nossas Bibliotecas e aos munícipes em geral. Contamos ainda alargá-lo aos Centros de Dia, trabalhando assim a literatura oral, através das histórias tradicionais, rimas, etc, partilhadas pelos idosos.

Já em anos anteriores houve a participação de alunos e de docentes que seleccionaram textos para lerem em voz alta no programa de rádio da Câmara Municipal, “De Porta Aberta”, transmitido pela Rádio Miróbriga, às segundas-feiras entre as 13h00 e as 14h00. O projecto parte destas iniciativas pontuais e do desejo manifestado por alguns docentes, em participar na continuação das mesmas. O objectivo é a realização de um verdadeiro projecto de promoção da leitura, continuado e significativo, que parta das escolas, Bibliotecas Escolares e Bibliotecas Municipais e se alargue à comunidade em geral.

Para tal basta escolher o seu texto preferido e preencher a ficha de inscrição no projecto, nas Bibliotecas Municipais. Será depois contactado para a gravação da leitura em voz alta.

E aqui fica a ficha de inscrição.

Para ouvir a emissão em directo da Rádio Miróbriga, clique aqui.

Comemorações do Centenário de Alves Redol

A Câmara Municipal e o Museu do Neo-Realismo vão comemorar, ao longo de todo o ano, o Centenário de Alves Redol (1911 – 2011), através de um vasto programa de iniciativas, que estará disponível a partir do próximo dia 28 de Janeiro.

Para a sua concretização, foi constituída uma Comissão Organizadora, composta pelas seguintes entidades: Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Museu do Neo-Realismo, Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira, Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo, Cooperativa Alves Redol, Agrupamento de Escolas Alves Redol, Ateneu Artístico Vilafranquense e União Desportiva Vilafranquense – Secção Cultural. Esteja atento ao programa das comemorações! Está desde já convidado a participar nas actividades culturais que estamos a preparar para si!

domingo, 23 de janeiro de 2011

Indie Júnior’11 - Festival IndieLisboa

Antevisão do festival Indiejúnior.

Quinta-feira, 27 de Janeiro, às 18h30, sob marcação prévia (sessão exclusiva para os professores e para os educadores).

Antevisão de algumas das surpresas do IndieJúnior’11 que irá decorrer entre 5 e 15 de Maio de 2011.
Professores e programadores são convidados a conviver, neste dia, em torno de algumas das novidades deste festival internacional de cinema.


Mais informações sobre o festival: escolas@indiejunior.com ou através do telefone 213 158 399.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Homenagem a Matilde Rosa Araújo no Porto

A unidade curricular de Prática Instrumental e Vocal II (Música de conjunto), sob a direcção de Graça Mota, a unidade curricular de Literatura para a Infância e Promoção da Leitura, leccionada por José António Gomes, Ana Cristina Macedo e Ana Isabel Pinto, o NELA (Núcleo de Estudos Literários e Artísticos da ESE do Porto), os alunos de Educação Musical (2.º ano) e alunos de Educação Básica (3.º ano) promovem, no próximo dia 25 de Janeiro, uma homenagem à escritora Matilde Rosa Araújo (falecida em 2010), figura inesquecível da nossa literatura para crianças.

A iniciativa consta de um colóquio (com início marcado para as 16 horas) – em que participam José António Gomes, Ana Margarida Ramos, Sara Reis da Silva, Maria Elisa Sousa, Jorge Alexandre Costa e Ana Cristina Macedo – seguido de uma audição integral de As Cançõezinhas da Tila, de Fernando Lopes-Graça e Matilde Rosa Araújo (às 18 horas), entremeada de leituras e comentário de textos.

Muito gostaríamos de contar com a vossa presença nesta iniciativa de entrada livre.

Pel’o NELA

O programa desta homenagem à escritora Matilde Rosa Araújo está aqui.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Exposição de Ilustração: Montijo


Pais aprendem a contar em Penedono

A convite da Biblioteca Municipal de Penedono, o Grupo O Contador de Histórias realiza mais duas sessões da “Oficina de sobrevivência para pais contadores de Histórias”, nos dias 28 e 29 de Janeiro. Estas acções decorrem no seguimento de outra sessão realizada em 2010 neste concelho do distrito de Viseu.

Esta oficina conta já com cerca de duas centenas e meia de sessões, realizadas um pouco por todo o país. Destina-se essencialmente aos pais e educadores que se vêem confrontados com a necessidade de contar histórias aos mais pequenos e querem aperfeiçoar essa tarefa. Durante três horas descobrem-se livros novos e novas leituras para obras conhecidas, experimentam-se técnicas de dicção e expressividade mas sobretudo descobre-se (ou reencontra-se) o prazer de ler. Numa época marcada pela contenção orçamental das famílias, os participantes são confrontados com a possibilidade de criarem actividades divertidas e cativantes com os seus filhos, a partir dos livros, como contraponto aos dispendiosos brinquedos electrónicos.

Concebida e dinamizada por Filipe Lopes , a “Oficina de sobrevivência para pais contadores de Histórias” é dinâmica e participativa, longe da ideia de uma acção de formação tradicional. Tal como ao contar uma história a uma criança, a sessão decorre com dinâmica, algumas surpresas e mistérios guardados para o fim.

Esta actividade tem entrada livre mas sujeita a inscrição prévia na Biblioteca.

Para mais informações, clique aqui.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Livros Proibidos I: Dillweed's Revenge

Eles existem e povoam as prateleiras e estantes das nossas bibliotecas e livrarias. Não são muitos, nem muito queridos porque quando o “Era uma vez…” não é um “Era uma vez…” dos bons não serve a sua função e deve ser afastado dos leitores. Ninguém fala neles e caem no esquecimento. As lições têm de ser claras e rosadas para que o quotidiano seja claro e rosado, tal como a vida o é.

Ou não?

Quis o destino que no meu aniversário fosse lançado, pela Harcourt, a mais recente obra de Florence Parry Heide: Dillweed’s Revenge: A Deadly Dose of Magic. Chamá-la de “a mais recente obra” é uma contradição porque, na verdade, este livro já está escrito há cerca de 40 anos. Esperou na gaveta, passou de editor em editor; enfim perdeu-se no tempo, tudo porque à data da sua concepção houve um conflito de prazos em relação à conclusão da ilustração que estaria então a cargo de Edward Gorey – ilustrador de obras emblemáticas desta escritora norte-americana.

Tendo a certa garantia de que Gorey faria um brilhante trabalho de ilustração, Carson Ellis recebeu este proposta e, em colaboração estreita com Florence Parry Heide, entregou uma obra de arte que já foi merecedora da medalha de prata da The Original Art: Society of Illustrators.

A intrincada ilustração foi toda ela pintada a guache, um desafio para a Carson Ellis; desafio este levado ao pormenor, desde os mais pequenos detalhes das composições gráficas das páginas, à própria caligrafia do texto e até da numeração do código de barras da capa.
Num tom irónico e poético o narrador apresenta um menino solitário – Dillweed – filho único, transparente ao olhar dos pais, que não vai aceitar essa situação para sempre, a sua vingança é consumadamente soturna. O texto é contido mas divertido e sempre numa nota satírica que, astutamente, prepara os leitores para o desfecho macabro que Dillweed conjura. A mistura do humor sardónico com o horrendo vai ofender alguns, mas para os fãs de Roald Dahl, Edward Gorey ou Hilaire Belloc, este livro será uma preciosidade.

Para saber mais sobre a ilustradora Carson Ellis, clique aqui.
E clique aqui para conhecer a Society of Illustrators.
Poderão encontrar a Harcourt na nossa lista de editoras.

Fernando Carvalho

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O Conto como Mediador do Desenvolvimento Emocional

É já de dia 12 de Março a 23 de Julho que terá lugar no ISPA a formação:

O CONTO COMO MEDIADOR DO DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL

A acção terá um numero limite de 20 formandos.

Para mais informações aceda à página oficial do Instituto Superior de Psicologia Aplicada, aqui.
Para conhecer o programa, clique aqui.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Do ledor ao leitor - Formação com Cristina Taquelim

É já dia 28 deste mês que a Biblioteca Municipal do Entroncamento apresenta mais uma acção de formação para professores, educadores, técnicos de bibliotecas, animadores, mediadores de leitura, estudantes.

A formação "Do ledor ao leitor - percursos na formação de leitores" será dada por Cristina Taquelim e as inscrições, que são gratuitas, estarão abertas até ao dia 25 de Janeiro.

Pensar o perfil de leitor para o qual queremos contribuir, pensar sobre a leitura que queremos promover, conhecer as competências que são necessárias mobilizar e as qualidades estético-literárias do objecto de leitura são reflexões importantes para o trabalho do mediador de leitura.

São múltiplos os elementos que se jogam na relação entre o mediador e os seus “públicos”: a qualidade e tempo da escuta, a diversidade dos textos – objectos de leitura – que podemos mobilizar no diálogo com o leitor, as competências do leitor e a complexidade do acesso aos códigos, o tipo de relação com o leitor ou auditório.

Por isso é fundamental perceber no complexo processo de formação do leitor como podemos cruzar diferentes estratégias para chegar à autonomia leitora - objectivo central da actividade do mediador - e à construção do sentido – actividade central na vida de cada sujeito.

Para mais informações e inscrição clique aqui.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Muito mais do que um simples livro para colorir, da Orpheu Mini

Muito mais do que um simples livro para colorir.

O livro perfeito para começarmos um novo ano cheios de optimismo. Os Dias Felizes de 2011 vão encher as nossas vidas de momentos inesquecíveis!

A Orpheu Mini já nos habituou a livros singulares que têm o condão de fazerem as nossas delícias aqui n’ O Livro Infantil: Dias Felizes – um imaginário para colorir veio e deslumbrou-nos.

As cerejas com sabor adocicado e um melro (ladrão), a erva alta que cheira bem e, com o garfo, desenhar estradas no puré, são momentos e pormenores que nos fazem viajar pelos caminhos da memória e da saudade. Página a página - nas Primaveras e Verões, num Outono ou num Inverno - a nossa imaginação é despertada e pelas ilustrações de Laurent Moreau. Um imaginário que alimenta a cor e que, por outro lado, se alimentará da cor; da cor dos lápis, das aguarelas ou dos marcadores dos seus leitores.

Duma bela simplicidade textual e com um traço de ilustração que vive do pormenor, esta é uma novidade grande e maravilhosa, como os dias felizes devem ser.
Laurent Moreau licenciou-se em 2007 na Ecole des Arts Décoratifs, em Estrasburg (onde vive e trabalha). Tem-se dedicado em particular à ilustração do livro infantil, tendo também colaborado com inúmeros jornais e organizações culturais; os seus trabalhos estão publicados pelas edições de Rouerge, Hélium e Actes Sud Junior.

Em Portugal, podemos encontrar as suas ilustrações no livro de Jean Paul Mongin, O Louco Dia Do Professor Kant.

Dias Felizes: E que bom que é a roupa lavada que cheira a fresco e a sabão.

Para saber mais sobre o livro Dias Felizes, clique aqui.
Para conhecer melhor o trabalho de Laurent Moreau, clique aqui e aqui.

Fernando Carvalho