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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Ké Iz Tuk?


Ké Iz Tuk? da premiada ilustradora Carson Ellis fala da vida de insectos e leva-nos numa aventura entre bichos e plantas.

"Ké iz tuk? Mei nazê." (O que é isto? Eu não sei.)

É assim que os eles falam entre si, uma deliciosa e simples narrativa apresentada em ilustrações originais, de página inteira, revelando a exploração de composições detalhadas para acompanhar, quase cinematograficamente, a vida e a história que Carson partilha com os leitores.


Um dia dois insectos encontram um pequeno caule a nascer da terra. A planta cresce e os animais decidem escalá-la e fazer dela o seu castelo. Mas há uma surpresa, um perigo à espreita… Nhareto Nhacoso!!

Carson Ellis, autora/ilustradora norte-americana, estudou Pintura na Universidade de Montana. Viveu e trabalhou um pouco por toda a América do Norte, como artista, vendedora de cachorros-quentes, modelo e babysitter. É autora do premiado livro Home, considerado um best-seller pelo jornal New York Times.



Para aceder ao site da autora, repleto de belíssimos trabalhos, clique aqui.
Para aceder ao site da editora Orfeu Negro, clique aqui.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Eu Cómico - Escola do Riso!


O miúdo mais cómico do mundo está de regresso e desta vez vai ter que ensinar comédia a uma turma! Achas que ele vai conseguir? Prepara-te que as gargalhadas vão ser muitas!



Eu pensava que ser um comediante numa cadeira de rodas era complicado, mas ensinar comédia a uma turma é bem mais difícil! É um pesadelo! Nem sei por onde começar! Mando fazer TPC? Faço testes? Visto fato e gravata como um professor ou vou mascarado de palhaço? Eu não estou preparado para isto! E corro (não literalmente!) o sério risco de me tornar a piada da escola! Mas não é só isto... Ainda tenho de salvar a biblioteca, há um novo diretor maluco em collants, o tio Frankie apaixonou-se e ficou estúpido, e há uma miúda nova que... bem... acho que ela... tu sabes…

Eu Cómico 5: Escola do Riso!, de James Patterson, é o quinto volume de uma coleção de grande sucesso em Portugal, com mais de 34 mil exemplares editados.

Para aceder ao site do autor James Patterson clique aqui.
Da editora Booksmile.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Dar nova vida ao livro. Mais de 7000 livros angariados na Feira do Livro de Lisboa pelo "Banco dos Bens Doados"


Numa parceira entre o Banco dos Bens Doados (ENTRAJUDA) e a Feira do Livro de Lisboa, esteve a decorrer na 87.ª Edição do certame uma campanha de recolha de livros usados para serem distribuídos pela rede de instituições do Banco dos Bens Doados. Ao longo dos 18 dias de Feira foi possível angariar 7124 livros, mais 3000 livros do que na edição anterior.

Sob o mote ‘Dê Nova Vida ao Livro – Porque todos os livros merecem um final feliz!’ a Campanha decorreu durante toda a Feira e contou com um pavilhão onde os visitantes foram convidados a colocar um ou mais livros nas estantes. Os livros angariados serão distribuídos pelas instituições do Banco dos Bens Doados.

“Partilhar livros com quem não tem possibilidades de os adquirir é um desafio que a APEL nos tem vindo a lançar e que, ano após ano, tem sido acolhido de uma forma fantástica pelos visitantes da Feira do Livro de Lisboa. Os mais de 7.000 livros angariados este ano mostram bem que esta iniciativa de responsabilidade social já faz parte da Feira e dará momentos de felicidade a quem receber os livros doados, nomeadamente as crianças com necessidades, apoiadas por instituições sociais. Não podemos deixar de agradecer à APEL pela iniciativa reiterada e a todos quantos doaram as histórias que já lhes tocaram e passaram pelas mãos.” Conta Marta Vinhas da ENTRAJUDA.

Para visitar o site da Entreajuda e Banco de Bens Doados clique aqui.
Para assistir a um vídeo de apresentação do Banco de Bens Doados clique aqui.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Hoje é dia dos Avós!

Para além do amor e da alegria, que tal celebrar com um livro também?

Giles Andreae, um dos autores infantis de maior sucesso da atualidade, com mais de três milhões de livros vendidos em todo o mundo, traz-nos duas histórias divertidas e ternurentas, perfeitas para festejar este dia tão especial.

Eu Adoro a Minha Avó e Eu Adoro o Meu Avô são a prenda ideal para os mais pequenos oferecerem aos melhores avós do mundo. E depois, de livro na mão, fortalecerem laços e partilharem momentos de boa disposição.




Para aceder à página da United Agents sobre escritor Giles Andreae (em inglês) clique aqui.
Para aceder ao site da ilustradora Emma Dood clique aqui.
Para aceder ao site da editora Booksmile clique aqui.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Ser quem sou, de Margarida Fonseca Santos


Crescer é um desafio enorme. E a adolescência é fértil em escolhas difíceis. Nos livros da coleção «A Escolha é Minha», de Margarida Fonseca Santos, os silêncios transformam-se em histórias. Cada livro quebra tabus e encara os problemas de frente. Para os jovens leitores fazerem o mesmo. Ser Quem Sou, o novo volume da coleção, aborda as dificuldades que aparecem na escolha de um futuro profissional e na revelação aos pais da orientação sexual.

Nos outros títulos, Bicicleta à Chuva, À Sombra da Vida, Reconstruir os Dias e Está nas Tuas Mãos, Margarida escreveu sobre temas atuais entre os jovens, como o bullying e amizade, o divórcio e o alcoolismo, a morte e a capacidade de reconstruir a vida depois de uma perda, saber lidar com uma doença crónica, mas também com a importância de nunca desistir.


​SINOPSE ​

Aquelas férias, em que os primos iam estar todos juntos - a Matilde, o João Pedro, o Jorge e o Vicente -, prometiam ser divertidas e fantásticas.

De repente, a discussão instala-se em redor da Matilde e dos seus pais, que a querem forçar a escolher um curso do Secundário que não lhe interessa. E esta não é a única prima com problemas por desvendar e por resolver. Também o João Pedro receia a reação dos seus pais quando lhes revelar a sua orientação sexual.

Ainda assim, aquelas serão as melhores férias de sempre, porque, entre discussões, partilhas e cumplicidades, cada um tem a coragem de assumir ser quem é e revela abertura para aceitar as diferenças dos outros.​

As primeiras páginas podem ser lidas aqui.
Da editora Booksmile

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A décima segunda escolha

E depois de uma semana renhida, com muitos votos e mensagens, aqui está o décimo segundo livro a integrar a nossa lista.

O Pássaro da Cabeça e mais versos para crianças, de Manuel António Pina e Ilda David', Assírio & Alvim


Obrigado a todos os que participaram com as suas escolhas. Foi muito importante a vossa colaboração.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Os 12 de 2012

 achimpa, de Catarina Sobral, Orfeu Mini

 A Coisa Perdida, de Shaun Tan, Kalandraka

 Uma História Cheia de Lobos, de Roberto Aliaga e Roger Olmos, OQO editora

 MAR, de Ricardo Henriques e André Letria, Pato-Lógico

 A Rainha das Rãs Não Pode Molhar os Pés, de David Cali e Marco Somà, Bruaá editora

 Quando Teodoro Encolheu, de Florence Parry Heide, Livros Horizonte

 O Tesouro do Palácio, de Ana Saldanha e Yara Kono, Caminho

 O Tigre na Rua e outros poemas, de Serge Bloch, Bruaá

 Zimbro, de Arturo Abad e Joanna Concejo, OQO editora

 Mocho Comi, de Carlos Nogueira e Marta Madureira, Tcharan

Portugal para Crianças, de Joana Paz e Danuta Wojciechowska, Lupa
Ajude-nos a completar a lista dos 12 de 2012 com o seu favorito. Temos a certeza de que leu livros fantásticos.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Pós-Graduação em Livro Infantil

Com início a 24 de Outubro, encontram-se abertas as inscrições para a Pós-Graduação em Livro Infantil, na Escola de Pós-Graduação e Formação Avançada da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica, em Lisboa.

Para mais detalhes clique aqui.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Entrevista com Marina Colasanti



A escritora Marina Colasanti fala sobre literatura e artes plásticas e conta detalhes do novo livro infanto-juvenil de poesias que lançará em breve Classificados e nem tanto.

Pode saber mais aqui.

sexta-feira, 18 de março de 2011

O Livro das Caras, da Edicare

A identidade e a aparência…duas noções fulminantes abordadas com humor, genialidade e muita inteligência.

Caradepau, o caçador de cabeças, convida-nos a conhecer melhor os meandros da sua colecção privada. Imagens fortes e provocadoras ilustram este livro, que é simultaneamente um álbum e um livro de cultura geral em torno de caras e cabeças. Nunca se pensou haver tanto a dizer sobre o tema, mas Claire Didier provou o contrário ao conceber esta obra, que tem tanto de original como de inteligente. Tudo isto apresentado num formato criativo, lúdico e excêntrico, atraente para crianças, jovens e adultos.

Páginas duplas com informação vasta sobre os penteados, os chapéus, as caras do mundo, as barbas e os bigodes de algumas celebridades, as rugas, as operações cirúrgicas, o mistério do cérebro, os retoques nas fotografi as de revista, as máscaras, a inteligência e a memória, os retratos na Arte.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Na aula de trabalhos femininos?

As alunas da 3.ª classe costumavam, durante a aula de trabalhos femininos, conversar muito com a professora a respeito de tudo que as preocupava.

Como estavam já a poucos dias do exame, dizia uma delas naquela tarde:

- O leite-creme é o doce de que eu mais gosto. Até já aprendi a fazê-lo. Primeiro põe-se o leite ao lume até ferver. Entretanto, mistura-se o açúcar com a farinha. Depois…

- Não digas mais, que o resto já toda a gente sabe – atalhou Albertina.

Livro de Leitura da 3.ª Classe, 1958.

E assim chegou A colher de pau.

Há que parabenizar a Babel pela reedição desta pérola que se perdeu no tempo e por lá ficou. Era um tempo de meninas prendadas que arregaçavam as mangas, vestiam aventais e pilotavam fogões a lenha e a gás. Meninas com 7 e 8 anos que já eram verdadeiras donas de casa, num mundo onde os perigos bacterianos da utilização duma colher de pau eram pura ficção-científica. Cortavam com facas bem amoladas, efectuavam medições precisas e mexiam leite a ferver em panelas incandescentes com a mestria de cozinheiras francesas. Queimaduras? Qual quê? Uma colherada de margarina ou umas gotas de azeite resolviam o assunto, e as meninas de outrora estavam preservadas e prontas para retomarem a formação contínua que o estado tinha pensado para elas.

A Verbo editou um dos maiores sucessos internacionais de todos os tempos da gastronomia: The Young French Chef: a first cookbook, de Denise Perret com ilustrações deliciosas de Catherine Cambier. Esta edição em inglês chegou às estantes das livrarias em 1965, e em 1966 chegava a Portugal com o nome de A colher de pau: o meu primeiro livro de cozinha. Adaptado à realidade nacional por Maria de Lourdes Modesto – figura mítica da culinária - o livro conta com inúmeras receitas espalhadas por oito capítulos recheados de surpresas, explicações pormenorizadas e ilustrações bonitas e esclarecedoras. Não lhe faltava nada: regras gerais de comportamento seguro apelidadas de “Os dez mandamentos da prudência” e até uma ilustração legendada dos instrumentos e utensílios de cozinha.

Pensado para que as meninas americanas descobrissem os prazeres da culinária francesa - como já Julia Child havia feito em Mastering the Art of French Cooking em 1960 para o público adulto - este livro, aquando da sua adaptação para o português, viu algumas partes suprimidas, nomeadamente a nota introdutória The Pleasure os Cooking onde se exaltava a expressão da culinária como um acto de individualismo, tudo num pequeno texto bastante motivador e inspirador: a culinária vista como uma arte e não como “bagagem” para um futuro promissor de esposas prendadas. Talvez tenha havido um momento de “lápiz azul” na edição do original. Talvez.

Um livro vintage que vai transtornar as crianças do século XXI pela página 7, onde nenhum utensílio de cozinha dispõe de um ecrã táctil e tudo se move a força braçal, mas que as vai deixar rendidas a cada folha que forem virando, principalmente pelas páginas recortadas em separadores e pelo facto desta edição ser fac-similada do original que pertenceu a Maria de Lourdes Modesto nos idos anos 60. Deixem-nas descobrir esta arte.

The Young French Chef: a first cookbook na versão La Cuiller en Bois: Mon Premier Livre de Cuisine, chegou a vencer o prémio Loisirs-Jeunes para o melhor livro infanto-juvenil publicado em França, em 1965. É uma preciosidade.

E traz uma colher… de pau!
Fernando Carvalho

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Um Livro, de Hervé Tullet

É um jogo, é magia…é Um Livro! Basta fazer o que ele te pede e as coisas vão acontecendo na página seguinte. Altamente interactivo, este livro pede a participação das crianças…e elas adoram! Por outro lado, têm também a oportunidade de aprender as cores, contar e distinguir o lado esquerdo do direito.
Hervé Tullet nasceu em 1958. Depois de estudar Belas Artes e Artes Decorativas, trabalhou como director artístico durante dez anos nas áreas de comunicação e publicidade. Em 1990
produziu as suas primeiras ilustrações para a imprensa francesa e estrangeira. Em 1994 publica o seu primeiro livro para crianças. Desde então, dedicou-se à ilustração e à pintura. Verdadeiro amante da literatura infantil, é pai de dois rapazes e de uma menina, que “jamais o deixarão de inspirar”.

Este e outros livros da Edicare Editora, aqui.

Para descobrir este autor, clique aqui e surpreenda-se.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Aniversário de Almeida Garrett

Não podíamos deixar de assinalar esta data tão importante no calendário de aniversários dos grandes escritores portugueses que deixaram o seu cunho na literatura: o nascimento de Almeida Garrett. Ficam aqui alguns apontamentos de obras que nos dizem respeito. Apreciem o romantismo no seu auge.

Sugerimos Falar Verdade a Mentir, com ilustrações de João Caetano, da Porto Editora.
E dois recontos adaptados para o público infantil: Viagens na Minha Terra, adaptação de Rui Zink, com ilustrações de Gabriela Sotto Mayor e Frei Luís de Sousa, adaptação de José Jorge Letria, com ilustrações de André Letria; ambas pelas já extinta Editora Quasi.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Peter Newell e O Livro do Buraco, da Librimpress

Um paixoneta ostensiva é o que sentimos por Peter Newell, escritor e ilustrador dos finais do século XIX. Sim, século XIX: porque há amores que duram para sempre.

Tínhamos conhecimento da pródiga imaginação de Newell, da ilustração espirituosa e da sua irreverência na arte do design do livro infantil; um inovador em plena época vitoriana.
Peter Sheaf Hersey Newell, no decurso da sua carreira, viu o seu trabalho reproduzido nas mais diversas publicações, como na Harper's Weekly, na - ainda existente - Harper's Bazaar, Scribner's Magazine e na The Saturday Evening Post. Ilustrou também obras de autores como Mark Twain e Lewis Carroll, e foi também responsável pela banda desenhada The Naps of Polly Sleepyhead.

Em Portugal, tínhamos O Livro Inclinado (que é realmente inclinado): livro de poesia em movimento, com uma velocidade humorística inalcançável com que a Orpheu Mini se estreou e nos agraciou em 2008.

Em Portugal, temos agora O Livro do Buraco (que é realmente esburacado). A curiosidade para saber o que de mal aconteceu aos outros, que nos é inata, é aguçada a cada página que viramos, principalmente porque o mal parte do cano da pistola que o pequeno Tomás Pott disparou Pum! inadvertidamente: soa a livro policial? Mas não o é.

Agora só nos resta espreitar, de buraquinho em buraquinho, as consequências desastrosas deste disparo inconsequente e felicitar o editor por incluir na edição portuguesa de O Livro do Buraco as páginas 36 e 37 – suprimidas em algumas edições americanas.

Para acalmar a curiosidade e conhecer a edição em inglês da Harper & Brothers, clique aqui.

Fernando Carvalho

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Livros Proibidos II: Periquinho e Periquinha

Mascarado de A Verdadeira História do Doutor Grilo eis que regressa às estantes Periquinho e Periquinha, em mais um livro que combina duas histórias tradicionais portuguesas, pela Caminho.

Talvez uma das histórias da tradição portuguesa, contadas por Alice Vieira, que mais arrepios e pesadelos causou às gerações que a leram e ouviram aquando da sua publicação e nos anos consequentes. Tanto foi o arrepio que o livro desapareceu das livrarias e, mesmo em bibliotecas é uma demanda conseguir encontrá-lo. Os restantes livros da colecção foram reeditados mas este não.
Estávamos no ano de 1992, era então primeiro-ministro Cavaco Silva e Portugal assinava em Maastricht o Tratado da União Europeia. No mês de Maio, mais um livro da colecção Histórias Tradicionais Portuguesas era lançado no mercado pela Caminho. Escrito por Alice Vieira e ilustrado por Carlos Marques, Periquinho e Periquinha conta a história de dois irmãos com um pai ausente e uma madrasta das mais horríveis de sempre: a madrasta da Branca de Neve ou a da Gata Borralheira eram amadoras nas artes de magicar a maldade ao pé de tal vil senhora.

A ilustração é deliciosamente exagerada, desde o guarda-roupa cromaticamente ousado da madrasta, passando pela panelinha com olhos a flutuar na sopa, atingindo o seu auge na maquilhagem da madrasta. De facto, numa só personagem, o ilustrador conseguiu uma proeza: combinou tudo quanto pôde para a tornar verdadeiramente execrável.

Ela está de volta. Condensamos no ela o trabalho de Alice Vieira e a madrasta cujas receitas culinárias nos vão (des)encantar. Desta feita, a ilustração ficou a cargo de José Miguel Ribeiro. Mas corram, esperem à porta das livrarias, façam encomendas, é que se esgota podemos voltar a ficar quase 20 anos sem poder enterrar os dentes em tão deliciosa história. Obrigado Caminho e Alice Vieira.

Para levantar uma "nesguinha" a tampa da panelinha, clique aqui.
Recomendado pela Casa da Leitura para Leitores iniciais e Pré-leitores, aqui e aqui.

Fernando Carvalho

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Livros Proibidos I: Dillweed's Revenge

Eles existem e povoam as prateleiras e estantes das nossas bibliotecas e livrarias. Não são muitos, nem muito queridos porque quando o “Era uma vez…” não é um “Era uma vez…” dos bons não serve a sua função e deve ser afastado dos leitores. Ninguém fala neles e caem no esquecimento. As lições têm de ser claras e rosadas para que o quotidiano seja claro e rosado, tal como a vida o é.

Ou não?

Quis o destino que no meu aniversário fosse lançado, pela Harcourt, a mais recente obra de Florence Parry Heide: Dillweed’s Revenge: A Deadly Dose of Magic. Chamá-la de “a mais recente obra” é uma contradição porque, na verdade, este livro já está escrito há cerca de 40 anos. Esperou na gaveta, passou de editor em editor; enfim perdeu-se no tempo, tudo porque à data da sua concepção houve um conflito de prazos em relação à conclusão da ilustração que estaria então a cargo de Edward Gorey – ilustrador de obras emblemáticas desta escritora norte-americana.

Tendo a certa garantia de que Gorey faria um brilhante trabalho de ilustração, Carson Ellis recebeu este proposta e, em colaboração estreita com Florence Parry Heide, entregou uma obra de arte que já foi merecedora da medalha de prata da The Original Art: Society of Illustrators.

A intrincada ilustração foi toda ela pintada a guache, um desafio para a Carson Ellis; desafio este levado ao pormenor, desde os mais pequenos detalhes das composições gráficas das páginas, à própria caligrafia do texto e até da numeração do código de barras da capa.
Num tom irónico e poético o narrador apresenta um menino solitário – Dillweed – filho único, transparente ao olhar dos pais, que não vai aceitar essa situação para sempre, a sua vingança é consumadamente soturna. O texto é contido mas divertido e sempre numa nota satírica que, astutamente, prepara os leitores para o desfecho macabro que Dillweed conjura. A mistura do humor sardónico com o horrendo vai ofender alguns, mas para os fãs de Roald Dahl, Edward Gorey ou Hilaire Belloc, este livro será uma preciosidade.

Para saber mais sobre a ilustradora Carson Ellis, clique aqui.
E clique aqui para conhecer a Society of Illustrators.
Poderão encontrar a Harcourt na nossa lista de editoras.

Fernando Carvalho

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Do ledor ao leitor - Formação com Cristina Taquelim

É já dia 28 deste mês que a Biblioteca Municipal do Entroncamento apresenta mais uma acção de formação para professores, educadores, técnicos de bibliotecas, animadores, mediadores de leitura, estudantes.

A formação "Do ledor ao leitor - percursos na formação de leitores" será dada por Cristina Taquelim e as inscrições, que são gratuitas, estarão abertas até ao dia 25 de Janeiro.

Pensar o perfil de leitor para o qual queremos contribuir, pensar sobre a leitura que queremos promover, conhecer as competências que são necessárias mobilizar e as qualidades estético-literárias do objecto de leitura são reflexões importantes para o trabalho do mediador de leitura.

São múltiplos os elementos que se jogam na relação entre o mediador e os seus “públicos”: a qualidade e tempo da escuta, a diversidade dos textos – objectos de leitura – que podemos mobilizar no diálogo com o leitor, as competências do leitor e a complexidade do acesso aos códigos, o tipo de relação com o leitor ou auditório.

Por isso é fundamental perceber no complexo processo de formação do leitor como podemos cruzar diferentes estratégias para chegar à autonomia leitora - objectivo central da actividade do mediador - e à construção do sentido – actividade central na vida de cada sujeito.

Para mais informações e inscrição clique aqui.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Muito mais do que um simples livro para colorir, da Orpheu Mini

Muito mais do que um simples livro para colorir.

O livro perfeito para começarmos um novo ano cheios de optimismo. Os Dias Felizes de 2011 vão encher as nossas vidas de momentos inesquecíveis!

A Orpheu Mini já nos habituou a livros singulares que têm o condão de fazerem as nossas delícias aqui n’ O Livro Infantil: Dias Felizes – um imaginário para colorir veio e deslumbrou-nos.

As cerejas com sabor adocicado e um melro (ladrão), a erva alta que cheira bem e, com o garfo, desenhar estradas no puré, são momentos e pormenores que nos fazem viajar pelos caminhos da memória e da saudade. Página a página - nas Primaveras e Verões, num Outono ou num Inverno - a nossa imaginação é despertada e pelas ilustrações de Laurent Moreau. Um imaginário que alimenta a cor e que, por outro lado, se alimentará da cor; da cor dos lápis, das aguarelas ou dos marcadores dos seus leitores.

Duma bela simplicidade textual e com um traço de ilustração que vive do pormenor, esta é uma novidade grande e maravilhosa, como os dias felizes devem ser.
Laurent Moreau licenciou-se em 2007 na Ecole des Arts Décoratifs, em Estrasburg (onde vive e trabalha). Tem-se dedicado em particular à ilustração do livro infantil, tendo também colaborado com inúmeros jornais e organizações culturais; os seus trabalhos estão publicados pelas edições de Rouerge, Hélium e Actes Sud Junior.

Em Portugal, podemos encontrar as suas ilustrações no livro de Jean Paul Mongin, O Louco Dia Do Professor Kant.

Dias Felizes: E que bom que é a roupa lavada que cheira a fresco e a sabão.

Para saber mais sobre o livro Dias Felizes, clique aqui.
Para conhecer melhor o trabalho de Laurent Moreau, clique aqui e aqui.

Fernando Carvalho

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

A sugestão de véspera de Natal

«Quando o despertador tocou, a casa inteira parecia ainda adormecida. Lavínia sentou-se na cama e, de repente, lembrou-se que o Natal estava à porta.
«Meu Deus», exclamou, «tanta coisa para fazer e eu aqui deitada!»
Não tardaria a ver a Mãe chegar a pedir-lhe o pequeno-almoço, ou o Pai a resmungar porque queria ter ficado mais tempo na cama. «Adultos...», pensou, «é preciso ter muita paciência com eles...»
A Mãe andava agora com aquela mania de que o Pai Natal não existia! Lavínia sorrira, e cheia de boa vontade lá lhe explicara que isso era mentira, que ela não devia acreditar em tudo o que lhe diziam no emprego.
O emprego era para onde Lavínia levava a Mãe e o Pai todos os dias. Lá estavam outros adultos, e todos brincavam muito uns com os outros, até que chegava o momento de voltarem para casa. Depois era a hora de tomar banho, Lavínia contava-lhes uma história e eles adormeciam.
Mas nestes últimos tempos, com o Natal à porta, andavam muito excitados.
- O Pai Natal não existe. Eu sei - dizia a Mãe.
- O Pai Natal é mentira. Toda a gente sabe - dizia o Pai.
Então Lavínia, cheia de paciência, contava-lhes a história verdadeira do Pai Natal, e todo o trabalho que ele tinha na noite de 24 de Dezembro, para escorregar pelas chaminés abaixo e deixar, na cozinha de cada criança, aquilo que cada criança tinha pedido.
- E como é que ele cabe na chaminé? - perguntava a Mãe.
- Não se está mesmo a ver que é mentira? - dizia o Pai.
Lavínia sorria, sorria sempre. Eram tão engraçados, os adultos! O pior é que o tempo passava muito depressa. Não tardariam a ficar crianças, e então perdiam a graça toda. Era aproveitar agora. [...]»

2 histórias de Natal, de Alice Vieira e João Caetano (ilustrador), Caminho.