sábado, 30 de maio de 2009

II Encontro Tábua de Leituras

De 18 a 20 de Junho, a cidade de Tábua vai receber o II Encontro Tábua de Leituras, intitulado «A Nossa Memória». A organização é da Câmara Municipal de Tábua e da Biblioteca Municipal João Brandão. O encontro promete uma multiplicidade de iniciativas: desde a troca de livros a oficinas, passando por comunicações várias, passeios pedestres, exposições e feira do livro, podemos estar certos de que o livro e a leitura serão o centro de todas as atenções. O Jardim Sarah Beirão e a Capela do Senhor dos Milagres serão os lugares privilegiados para as actividades em torno da leitura.

Esta segunda edição da Tábua de Leituras conta com a participação de António Fontinha, Cristina Taquelim, Mafalda Milhões, Maurício Corrêa Leite, Paulo Condessa e Rê Fernandes.

A participação no encontro é gratuita e não tem limite de participantes; contudo, é necessário fazer-se inscrição. O acesso ao programa e ao boletim de inscrição deve ser feito aqui.

Paula Guerra

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Festa do conto no Porto


Nos dias 4, 5 e 6 de Junho, no ACE – Teatro do Bolhão, terá lugar a Contemfesta, a primeira festa do conto do Porto, animada por contadores de Portugal, Brasil, S.Tomé e Guiné-Bissau. Haverá workshops dedicados à arte de contar, orientados para pais, educadores, técnicos de animação e outros entusiastas. E ainda conversas sobre a tradição oral, a literatura de cordel eos novos media, uma feira do livro de cordel, mostras de vídeonon-stop, comida tradicional, música da Guiné, instalação multimédia... e muito mais.


A Contemfesta é uma parceria entre a cooperativa cultural Memória Imaterial, ACE - Teatro do Bolhão e Instituto de Estudos de Literatura Tradicional da Universidade Nova de Lisboa.

Os bilhetes para um dia custam cinco euros; para dois dias, sete euros e meio. Mais informações pelos telefones 962619496 e 918107756.
Para aceder ao blogue do Teatro do Bolhão clique aqui.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Palco das Artes VIII – François Ruyer


François Ruyer nasceu em 1961, em Lorraine, França. Estudou na École Supérieure des Arts Décoratifs de Strasbourg e ilustrou mais de 200 livros, publicados internacionalmente. Alguns deles foram editados em Portugal, nomeadamente pelas editoras Civilização e Nova Gaia.

Numa troca de e-mails, revelou algumas das suas influências, considerando que os autores que mais o influenciaram teriam sido, entre outros, Franquim e Moebius, dois dos mais consagrados nomes da banda desenhada da escola franco-belga. Citou também a influência da sua colega de curso e amiga, Valérie Michaut: “We have done the same school, so we are all influenced by Eve Tarlet. Our style is le style des arts déco de Strasbourg.”

Para aceder ao trabalho clique aqui.
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Para aceder ao site de Valérie Michaut clique aqui.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Quando ele nasceu


Às vezes, quem faz notícias também tem direito a ser notícia. Sobretudo, se for uma notícia boa. Para um menino que nasceu hoje às 10h05, escolhemos um livro que vale por muitos: Quando Eu Nasci, de Isabel Minhós Martins (texto) e Madalena Matoso (ilustrações), uma edição da Planeta Tangerina. Lembram-se desse dia? Foi mais ou menos assim:

(…)
Quando eu nasci
nunca tinha brincado com pedras,
nunca tinha mexido na terra,
nem feito túneis na areia.

As minhas mãos
nunca tinham tocado em nada,
só uma na outra.

Quando eu nasci
nem sonhava que havia céu
e que o céu mudava de cor
e que as nuvens eram tão bonitas.

Quando eu nasci era tudo novo.
Tudo por estrear.
(…)

Para o Rodrigo e para a nossa colega Sónia Marques.

Toda a gente a ler no trabalho

Para os utilizadores familiarizados com o ambiente Windows, o New Zeland Book Council propõe que leiam (também) no trabalho e que o façam confortavelmente, numa iniciativa de promoção de leitura disponível para todos através da internet.

O projecto já lhes valeu alguns prémios e o reconhecimento da comunidade online pela forma astuta e única com que abordaram e ofereceram a possibilidade de leitura nas empresas.

O New Zeland Book Council é uma organização dinâmica que reúne leitores, escritores, editores e escolas através de uma grande variedade de actividades e programas destinados à promoção dos livros e da leitura.

Para ler e usar no trabalho, com naturalidade e sem medo de clicar, está sempre convidado clicando aqui (em inglês).
Para aceder ao site do New Zeland Book Council clique aqui.

Helena Gonçalves

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Mitos e preconceitos à volta do livro infantil

No módulo de Edição do curso de Pós-Graduação em Livro Infantil fomos desafiados pela docente Isabel Minhós Martins (uma das mentes criativas da editora Planeta Tangerina) a alinhar num papel alguns dos preconceitos mais comuns que existem à volta do livro infantil. E são muitos. Ideias erradas, superficiais e generalistas que tomam a forma de verdades absolutas, reproduzindo-se nos leitores, na crítica, nas instituições e na própria comunidade produtora, sejam escritores, ilustradores ou editores. O que se segue é a síntese desse exercício, enumerada em tópicos pela nossa colega Paula Guerra. Para ler, acrescentar, contestar e, sobretudo, reflectir:

Preconceitos quanto ao objecto “livro”:
- só os livros de capa dura têm valor;
- os livros mais finos, de capa mole, não valem a pena;
- não valem o investimento porque podem ser lidos rapidamente numa livraria;
- os livros infantis não valem mais que 5 euros.

Preconceitos quanto ao conteúdo (texto e ilustração):- os livros infantis são um género menor dentro da literatura;
- são livros fáceis, de conteúdo directo;
- têm uma estrutura interna formatada (no sentido de ser rígida: introdução, desenvolvimento e conclusão);
- devem imitar as obras para adultos;
- é mais importante o texto do que as imagens;
- deve haver uma correspondência directa entre o texto e a imagem;
- as ilustrações devem ser figurativas;
- há temas tabu;
- as imagens não podem ser assustadoras;
- devem ser coloridas, com recurso a cores “bonitas” (ausência de cores escuras e, em especial, de negro).

Preconceitos quanto ao público a quem se destinam:
- destinam-se unicamente às crianças, ou seja, têm um público-alvo pré-determinado e bem definido (faixa etária);
- os livros têm uma classificação por género, ou seja, há livros para rapazes e livros para raparigas;
- os pais não lêem livros aos filhos ou não os compram porque as crianças não percebem, não lêem ou não sabem ainda ler; ou então porque as crianças preferem outras coisas;
- os próprios pais não têm tempo para ler aos filhos.

Preconceitos quanto à autoria:
- são assinados por escritores menores e ilustrados por aqueles que não conseguiram ser pintores;
- qualquer pessoa pode escrever um livro para crianças;
- é fácil ilustrar um livro para crianças;
- os livros para crianças não precisam ter grande qualidade global;
- o autor e o ilustrador não têm que estar em contacto, quando fazem o livro;
- os livros infantis são parte de um universo feminino (são as mulheres que se interessam por eles).

Preconceitos quanto aos objectivos:- os livros infantis têm objectivos didácticos e pedagógicos;
- o grande objectivo dos livros infantis é a transmissão de uma moral;
- a sua concepção obedece sempre a uma finalidade;
- não proporcionam uma leitura literária.

A seguir: “Medidas possíveis para combater preconceitos”.

domingo, 24 de maio de 2009

Palco das Artes VII – Leo Lionni


Leo Lionni nasceu em Amesterdão, na Holanda, em 1910, e morreu na Toscana, Itália, em 1999. É conhecido internacionalmente pelas suas pinturas, desenhos gráficos, ilustrações, esculturas e livros para crianças. Foi, ainda, professor e director de arte. Ganhou quatro vezes a medalha Caldecott e publicou o seu primeiro livro para crianças em 1959: Little Blue Little Yellow.

Leo foi influenciado pela filosofia da Bauhaus – contactou, ainda muito jovem, com as obras de artistas contemporâneos como Chagall, Klee, Kandinski, Mondrian – e pelos artistas vanguardistas do século XX. Foi, provavelmente, o primeiro ilustrador a trabalhar para crianças que usou a técnica de colagem nos seus trabalhos. Defendia a ideia de que os livros para crianças deviam ser graficamente ousados. As suas obras apresentam um aspecto gráfico limpo e a utilização/combinação de várias técnicas para além da colagem, como o óleo, a grafite ou o lápis de cor.

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sábado, 23 de maio de 2009

Palco das Artes VI – Luís Silva


Luís Silva, de acordo com as informações colocadas no seu site, desenha desde que se lembra! Em 1996 estudou ilustração no Institut Superieur de Beaux Arts St. Luc, em Liège. Regressou a Portugal no ano 2000 e passou a dedicar-se à ilustração a tempo inteiro. A maioria dos seus trabalhos foram feitos para a imprensa, sobretudo para o Diário de Notícias e Visão. A principal característica que o distingue, nas suas próprias palavras, é o «ecletismo».

Publicou duas obras em que é o autor também do texto: O Senhor das Palavras e O Livro da Avó. São suas, também, as ilustrações do livro O Sorriso, as Ruínas e a Noite, de Ray Bradbury.

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quinta-feira, 21 de maio de 2009

A Terra Mexe


Trata-se de um projecto de quatro amigas de Castro Verde, um movimento de criações e criadores que rompem com a pacatez desta vila de casario branco, mexendo com as gentes, gerando interrogações, transformando-se em tema de conversas de esquinas... Uma delas é também aluna da Pós-Graduação em Livro Infantil. Tente adivinhar qual a sua instalação!

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Ana Tenente

Novo livro da Bruaá


Lançado no último fim-de-semana da Feira do Livro de Lisboa, já traduzido em 14 línguas e merecedor de numerosos prémios, O Ponto é o primeiro de uma trilogia de Peter H. Reynolds (ou «creatrilogy», como o autor diz, sendo Ish a sequela publicada em 2004). Ainda há pouco tempo o tivemos nas mãos, numa das aulas de Tipologia e Selecção de Livros Infantis, sem sabermos ainda que teríamos em breve a oportunidade de o adquirirmos em português, graças à Bruaá.

Lembramos outra obra ilustrada pelo autor, já referida no nosso blogue: Um dia..., com texto de Alison McGhee, publicado na Editorial Presença em 2008.
O sucesso desta «pequena» obra de arte deu origem a um filme animado que pode ser visto aqui.

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Sandra Simões